domingo, 13 de março de 2011

No Banco do Jardim


Sentada num banco de jardim
Onde todos passam por mim
A minha imaginação não tem fim...

Voo alto como as gaivotas
Atenta a cada movimento
Escuto o piar dos pássaros
Lá no firmamento

E imagino-me voar
Por este céu sem fim
Aproveitando todos os momentos
Que neste instante
Me pertencem... só a mim

Momentos de solidão
Envolta nesta multidão de sons e odores
Que tento absorver a cada golfada de ar que inspiro

O cheiro a relva fresca
Recentemente encharcada pelas últimas chuvas de Inverno
É para mim o pronúncio de melhores dias
Onde o Sol reinará
E a luz será abundante... rasgando os céus, para afastar as nuvens
Que teimam em tapar a luz

Sentada num banco de jardim
Sonho...
Porque os sonhos são o impulso da Vida.

Lúcia Fernandes

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