sexta-feira, 15 de julho de 2011
Múltipla Personalidade
Eu...
Sou quente como o sol intenso que queima
Sou constante e forte como a chuva de Inverno que cai sem parar
Sou forte como o vento que tudo move de lugar
Sou fria como o gelo que desce as montanhas mais altas
Sou imprevisível como um furação que aparece sem avisar
Sou fraca como um rio seco, à espera de água para renascer
Sou triste como uma lágrima
Sou alegre como as flores quando dançam na pradaria ao sabor do vento
Eu... afinal sou igual a tantos de vós!
Lucia Fernandes
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Reencontro
Despertou em mim aquela parte que ficou adormecida
Como que acordada de um estado de coma, em choque e incrédula.
Qualquer movimento provoca dor em cada recanto do meu corpo,
As minhas memórias passam como película de um filme, tentando eu reter o melhor do passado...
Num abraço longo,
Foi como se o tempo não tivesse existido entre nós!
Lúcia Fernandes
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Dispersa
Vazia de palavras....
Cheia de sentimentos vagos,
Dispersos... que parecem não fazer qualquer sentido com o passar da horas... dias... meses.... anos...
Tento alcançar para além do tempo que me escapa
Ter a certeza que o vou atravessar
Qual pilar alicerçado,
Em fundações tão profundas que a própria vista não alcança
Num rodopio que me leva para todos os lugares ao mesmo tempo
E quando paro, não estou em lugar nenhum....
Só um vazio
Um vazio que me enche e transborda
Como se eu quisesse saltar do Inverno para a Primavera num segundo...
Mas não é um segundo...
São horas...
São dias...
São Meses...
São anos...
terça-feira, 15 de março de 2011
Objectivo
Gotas de chuva mergulham no rio
Provocando suaves vibrações
Que formam círculos em seu redor
Círculos que se tocam e abraçam por instantes.
É um mergulho longo
Sabem que não voltarão à superfície
As gotas e o rio fundiram-se num só
Formaram um só corpo
Agora o rio é mais extenso à medida que se deixa romper
Pelas gotas,
Que caem sem cessar
Como se o rio sofresse de uma sede insaciável... interminável...
Tantas gotas repousaram no seu leito
E mesmo a transbordar, continuava sedento
Estendeu os seus braços, desbravando tudo ao passar
Até que encontra o seu lugar...
Finalmente...
Chegou ao mar.
Lúcia Fernandes
Não importa onde...
Não me importa para onde vou
Importa-me, sim, onde estou
Pois é este o momento
Que reflecte os lugares por onde passei
E para onde irei
Importa-me com quem estou
O lugar é efémero
Só a vivência dos momentos tem significado
E nas pequenas coisas podemos agarrar a simplicidade e a beleza da vida
Sermos nós próprios... sem teatros, nem máscaras...
Sem pesos, nem medidas
Sem pressa...
Esses momentos saram-nos as feridas
Com as quais fomos marcados pelos lugares passados
E outros tantos onde pernoitámos...
Aqui, ali, além...
Que importa?!
Desde que esteja com quem me quer bem.
Lúcia Fernandes
domingo, 13 de março de 2011
No Banco do Jardim
Sentada num banco de jardim
Onde todos passam por mim
A minha imaginação não tem fim...
Voo alto como as gaivotas
Atenta a cada movimento
Escuto o piar dos pássaros
Lá no firmamento
E imagino-me voar
Por este céu sem fim
Aproveitando todos os momentos
Que neste instante
Me pertencem... só a mim
Momentos de solidão
Envolta nesta multidão de sons e odores
Que tento absorver a cada golfada de ar que inspiro
O cheiro a relva fresca
Recentemente encharcada pelas últimas chuvas de Inverno
É para mim o pronúncio de melhores dias
Onde o Sol reinará
E a luz será abundante... rasgando os céus, para afastar as nuvens
Que teimam em tapar a luz
Sentada num banco de jardim
Sonho...
Porque os sonhos são o impulso da Vida.
Lúcia Fernandes
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
O Silêncio da Dor
Onde está o homem que um eu amei?!
Aquele por quem me apaixonei...
Onde ficaram as promessas eternas de amor?!
O tempo em que não exisitia dor...
Já não estão aqui...
Desvaneceram por entre o silnêncio que me domina
E hoje... já nada em ti me fascima
Sinto raiva... ódio e horror
Por fazeres da minha vida um terror
Julgaste mais forte do que eu
Mas na verdade não o és...
Mesmo quando me humilhas a teus pés
A minha alma é grande
Vai libertar-se para sempre...
Encontrei o caminho do sossego
Onde nada nem ninguém me pode fazer mal
Descobri que para além daqui
Há um mundo que também... espera por ti!
LF
Aquele por quem me apaixonei...
Onde ficaram as promessas eternas de amor?!
O tempo em que não exisitia dor...
Já não estão aqui...
Desvaneceram por entre o silnêncio que me domina
E hoje... já nada em ti me fascima
Sinto raiva... ódio e horror
Por fazeres da minha vida um terror
Julgaste mais forte do que eu
Mas na verdade não o és...
Mesmo quando me humilhas a teus pés
A minha alma é grande
Vai libertar-se para sempre...
Encontrei o caminho do sossego
Onde nada nem ninguém me pode fazer mal
Descobri que para além daqui
Há um mundo que também... espera por ti!
LF
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Percurso
A vida passa em correria
Como uma folha solta que é levada pelo vento e que dança ao seu sabor
Ora cai no chão, ora sobe às alturas
Levada pela fúria e deixada para trás quando o vento descansa
Não há nada que a leve... alí fica...
Prostrada... sujeita às intempéres e à indiferença de quem passa
Até que chegue a força que a deixou
Para que parta para lugares longínquos
Voa... cai... levanta-se
E eis que chega o dia em que não vai levantar-se
Ergue o olhar...
Vê passar folhas soltas, prontas a ser levadas ao sabor do vento
Correm para viver
LF
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Obrigada Amiga
Tu que me vês para além do olhar
Tu que conheces o mais profundo em mim
Que me aceitas para além dos meus defeitos
Tu que estás presente mesmo na ausência
Não são precisas palavras para que Tu... Amiga
Saibas o que penso ou sinto
Pressentes-me na voz a dor ou a alegria
És em todas as horas a minha fiel companhia
Não julgas... compreendes
Não apontas o dedo.. mostras-me o caminho
Eu... só posso dizer que hoje sou mais feliz
Porque os nossos caminhos um dia de cruzaram
E criámos o trilho perfeito
E os nossos alicerces são fortes e profundos
E....
Seguir-te-ía Amiga
Até ao fim do mundo..
Obrigada Amiga
Tu que conheces o mais profundo em mim
Que me aceitas para além dos meus defeitos
Tu que estás presente mesmo na ausência
Não são precisas palavras para que Tu... Amiga
Saibas o que penso ou sinto
Pressentes-me na voz a dor ou a alegria
És em todas as horas a minha fiel companhia
Não julgas... compreendes
Não apontas o dedo.. mostras-me o caminho
Eu... só posso dizer que hoje sou mais feliz
Porque os nossos caminhos um dia de cruzaram
E criámos o trilho perfeito
E os nossos alicerces são fortes e profundos
E....
Seguir-te-ía Amiga
Até ao fim do mundo..
Obrigada Amiga
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
O Tempo
Às vezes o Tempo
É perda de Tempo
Não ter Tempo a perder
Perder Tempo sem viver
O Tempo marcado pelo Tempo
Temos Tempo!
Dizem...
Com o Tempo tudo passa
O Tempo tudo cura
Mas não há dor que o Tempo leve para sempre
O Tempo adormece
Mas não morre
Dar Tempo ao Tempo
Afinal... até o Tempo precisa de Tempo para sarar as suas feridas!
Não é Tempo para palavras fingidas
Porque o Tempo não tem Tempo a perder
E cada dia que passa temos menos Tempo
LF
É perda de Tempo
Não ter Tempo a perder
Perder Tempo sem viver
O Tempo marcado pelo Tempo
Temos Tempo!
Dizem...
Com o Tempo tudo passa
O Tempo tudo cura
Mas não há dor que o Tempo leve para sempre
O Tempo adormece
Mas não morre
Dar Tempo ao Tempo
Afinal... até o Tempo precisa de Tempo para sarar as suas feridas!
Não é Tempo para palavras fingidas
Porque o Tempo não tem Tempo a perder
E cada dia que passa temos menos Tempo
LF
Ausência
Que frio está o leite onde nos amámos tantas vezes
Já não estás...
Procuro o mais pequeno detalhe que me traga uma lembraça do tempo em que podia sentir o calor do teu corpo
Em todos os recantos... sinto a tua presença
Quero prolongar a noite... e que não venha o dia
Para poder viver as nossas memórias
Só nossas...
Levaram-te, arrancaram-te de mim
Qual furacão que engole, sem dó nem piedade, tudo à sua passagem
Sou assaltado por um turbilhão de sentimentos
Anseio sentir que ainda estás aqui e que nunca partiste...
Há chuva no meu rosto
Chovem sem cessar.. gotas de saudade
Um caminho longo se avizinha
Sem ti...
LF
Já não estás...
Procuro o mais pequeno detalhe que me traga uma lembraça do tempo em que podia sentir o calor do teu corpo
Em todos os recantos... sinto a tua presença
Quero prolongar a noite... e que não venha o dia
Para poder viver as nossas memórias
Só nossas...
Levaram-te, arrancaram-te de mim
Qual furacão que engole, sem dó nem piedade, tudo à sua passagem
Sou assaltado por um turbilhão de sentimentos
Anseio sentir que ainda estás aqui e que nunca partiste...
Há chuva no meu rosto
Chovem sem cessar.. gotas de saudade
Um caminho longo se avizinha
Sem ti...
LF
A procura
Caminhos tortuosos
Sombras desfocadas
Vontades desmedidas
Vidas paradas...
Um querer que a razão desconhece
Embrulhado em rasgos de névoa
Que ensombram quando amanhece
A procura incessante do trilho escondido
Onde a alma guardou o ser mais profundo
Sentimentos rasgados... perdidos
O medo mais profundo pressiste
Caminho pela sombra... mas com vida!
LF
Sombras desfocadas
Vontades desmedidas
Vidas paradas...
Um querer que a razão desconhece
Embrulhado em rasgos de névoa
Que ensombram quando amanhece
A procura incessante do trilho escondido
Onde a alma guardou o ser mais profundo
Sentimentos rasgados... perdidos
O medo mais profundo pressiste
Caminho pela sombra... mas com vida!
LF
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Baú de Memórias
Olho a linha no horizonte... perdida
Sinto a maresia invadir-me a corrente sanguínea
Esquecida do que me rodeia
Com o pensamento esvoaçante através das memórias...
Abro o baú há muito fechado com o cadeado do esquecimento
Solto um suspiro que mais soa a lamento
Nele encontro tudo aquilo que pensava encerrado para sempre
Rodeiam-me lembranças, em rodopio...
Fico sem Norte
Tantos momentos vividos
Que ficaram envoltos no pó que os conserva
Amores e desamores
Alegrias e tristezas
Encontros e desencontros
Vida e Morte
Olho a Sul...
E acredito que estou aqui, porque tudo isto vivi!
LF
O Beijo
No roubo de um beijo
Suguei a alma do desejo
A carne molhada e sôfrega
Como quando as ondas batem no cais
E o som que se ouve soa a "mais"
O motor que nos move bate forte
Quase que a saltar deste barco à deriva
Cambaleando ao sabor da ondulação perfeita, que embala o momento
Em êxtase, relâmpagos rompem o mar revolto
Abrem o céu
Chegou a bonança
E com ela... a vontade de outro beijo
LF
Suguei a alma do desejo
A carne molhada e sôfrega
Como quando as ondas batem no cais
E o som que se ouve soa a "mais"
O motor que nos move bate forte
Quase que a saltar deste barco à deriva
Cambaleando ao sabor da ondulação perfeita, que embala o momento
Em êxtase, relâmpagos rompem o mar revolto
Abrem o céu
Chegou a bonança
E com ela... a vontade de outro beijo
LF
Desejo
Entrelaçar-me em ti
Perder-me na sede de te beber
E finalmente encontrar-me na fome de ter
O calor que emana do teu corpo
O sabor do teu olhar no meu rosto
A mão que me aperta contra o porto seguro, que é o teu abrigo
Um querer ávido e sem fim
De te entralaçar em mim...
O querer que o relógio pare de bater... agora!
Para que não termine jamais este desejo em mim...
LF
Perder-me na sede de te beber
E finalmente encontrar-me na fome de ter
O calor que emana do teu corpo
O sabor do teu olhar no meu rosto
A mão que me aperta contra o porto seguro, que é o teu abrigo
Um querer ávido e sem fim
De te entralaçar em mim...
O querer que o relógio pare de bater... agora!
Para que não termine jamais este desejo em mim...
LF
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